O que diz a física sobre o chute de trivela

por iw_azeheb 06 jul

Você acha que física e futebol combinam?

A resposta é: sim! Pesquisadores e estudiosos do ramo já mostraram que a física está presente até em todo lugar, até mesmo em campo.

Ela pode explicar, por exemplo, como aquele chute de meio de campo foi parar no fundo da rede ou até mesmo como aquele escanteio conseguiu projetar em um gol olímpico.

Hoje, com a tecnologia podemos encontrar a física trabalhando com harmonia nos campos de futebol, é só reparar nas novas tecnologias e técnicas usadas em campo.

Como o famoso arbitro de vídeo, que está dando o que falar na Copa do Mundo de 2018 até o famoso gol de trivela de Ricardo Quaresma… a física está acoplada em tudo isso!

Ciência estuda trivela de Ricardo Quaresma.

Alguns cientistas se propuseram a estudar aquele feito que colocou os Portugueses nas oitavas, mas só a alguns anos que eles foram ouvidos.

Quem viu o jogo não esquece o momento: Quaresma acertou com a parte de fora do pé direito na bola, que viajou 22 metros em 1,1 segundos até ir parar no fundo do gol do Irã! A jogada foi tão rápida e imprevisível, que não houve tempo do goleiro adversário reagir.

Os físicos atrelaram o grande feito a física e explicaram que o nome dado a esse feito, é “efeito Magnus”, que acontece quando a rotação de um corpo altera a trajetória que ele vai percorrendo ao longo de um líquido ou de um gás, como o ar.

E qual é a explicação?

Para explicar cientificamente a famosa trivela de Quaresma, é preciso revisitar as teorias de Galileu Galileu, Isaac Newton e Albert Einstein! A NASA tentou explicar causado pelas forças aerodinâmicas.

“Tudo o que é necessário para criar a sustentação da bola é criar um fluxo de ar: assim como o aerofólio de uma asa de avião, cria um fluxo. O mesmo acontece com uma bola que gira. Os detalhes sobre como é que a força é gerada é bastante complexa, mas depende do tamanho da bola, de quão rápida ela gira, da velocidade do pontapé e da densidade do ar” – Explica a NASA.

À medida que a bola se move no ar, o ar enrola-se em volta da bola. Na parte de trás da bola, as correntes de ar que se separaram ao encontrar a bola voltam a unir-se. No entanto, como a bola se move significativamente mais rápido que o ar, há uma lacuna entre o lado de trás da bola e o local onde as correntes de ar se reúnem.

A bola é como uma rocha num rio que flui rápido: a água divide-se em redor da rocha e depois agita-se para a envolver, causando turbulência. Essa área é chamada ‘esteira da bola’ e aponta para longe da direção em que a bola vai voar.

O que também foi explicado, é que as características que permitem com que a bola viaje de um ponto ao outro numa trajetória curva dependem da natureza do pontapé, levando em conta a velocidade e força.

“O movimento giratório de uma bola de futebol é determinado pela forma como ela é chutada. Se a bola for chutada diretamente em linha com o seu centro de massa não girará, mas um chuto fora do centro de massa fará com que ela gire. Quanto mais forte for o pontapé e quanto mais longe for dado do centro de massa da bola, mais depressa ela vai girar” – Explicou Kenneth S. Mendelson, físico da Universidade de Marquette (Estados Unidos).

Dando à bola um “giro”, o jogador pode fazer com que o caminho dela pelo ar se curve ou dobre. Gerando então, o famoso gol de trivela.

No Brasil, o jogador Roberto Carlos já havia realizado um perfeito gol de trivela alguns anos antes de Ricardo Quaresma.

O que podemos concluir, é que, além das explicações da física para esse feito, é necessário muito treino e habilidade para conseguir executar esse passe. Afinal, é bem improvável que um jogador tente calcular a força da gravidade antes de chutar a bola!

Gostou? Acesse o blog da Azeheb para mais curiosidades sobre o mundo da ciência!

Deixe seu comentário :

Deixe uma resposta