O encontro da Ciência e da Arte

por iw_azeheb 15 jun

Afinal, de que forma ciência e arte se engajaram em um diálogo – ou se confrontaram – ao longo da história? O que esses dois campos da cultura humana têm em comum e o que eles não têm?

Como os conceitos, teorias e aplicações derivadas da ciência e da tecnologia encontram um lugar no imaginário dos artistas como fonte de inspiração e criatividade?

Até que ponto podemos encontrar uma dimensão estética no trabalho dos cientistas, e quão importante é isso? Entenda mais sobre a relação entre ciência e arte, especialmente em termos de restaurações artísticas.

O encontro entre ciência e arte

Em diferentes momentos da história, a arte tem sido essencial para introduzir novos pontos de vista na cultura e na ciência.

Como os conceitos e instrumentos criados ou viabilizados pela ciência (incluindo os meios de comunicação e a reprodutibilidade das obras de arte) alteraram e abriram novos caminhos para a arte? Entenda mais.

A oportunidade para a ciência se integrar ainda mais na conservação da arte moderna se torna cada vez maior.

Novas conexões com outras disciplinas provavelmente estão no futuro da conservação da arte, com contribuições cada vez maiores dos cientistas.

  • Nos anos 1800 e 1900, a prática da conservação artística era bastante comum. As pinturas dos antigos artistas eram refeitas com frequência para combinar com os gostos da época vigente.
  • Como descrito por especialistas, os estudos sobre tratamentos em torno de obra “The View of Delft”, de Johannes Vermeer, aponta ao ano de 1800. Descobriu que essa obra havia sido modificada cerca de 50 vezes.

Participação da ciência nos processos artísticos

Estima-se que quanto mais famosa a pintura, mais frequentemente ela foi refeita. No entanto, no passado, a conservação da arte estava longe de ser cientificamente precisa e foi considerada bastante dura e severa.

– Antigos manuais de conservação sugeriam cobrir toda a pintura com cinzas de madeira e depois limpá-la com água, um processo que causava uma substância extremamente alcalina prejudicial à formação da pintura.

– Mesmo recentemente, há vinte anos, os conservadores ainda usavam solventes que agora são considerados tóxicos à mão.

  • O objetivo do conservador moderno de ciência e arte é determinar de forma não-invasiva as partes originais remanescentes da pintura e obter uma compreensão de como a pintura foi tratada ao longo dos anos.
  • A análise inicial provavelmente consistirá de raios-x, a fim de obter informações sobre como a pintura foi composta.
  • Essas radiografias permitem que o conservador forme um esboço da pintura com base em diferentes absorções.
  • Em seguida, o conservador usaria a imagem infravermelha para ver os desenhos originais e as perdas de tinta.

– Diferentes materiais com diferentes índices de absorção foram frequentemente utilizados em restaurações anteriores para permitir sua identificação.

– Desenvolvimentos tecnológicos recentes na restauração de arte incluem câmeras com comprimentos de onda fixos que permitem aos conservadores identificar, por exemplo, desenhos baseados em carbono com comprimentos de onda distintos a cerca de 1700 nanômetros.

Ambas as técnicas fazem parte de um movimento maior para eliminar as técnicas anteriormente destrutivas empregadas pelos conservadores de arte do passado.

Conclusão da relação ciência e arte

Tradicionalmente, porções quadradas milimétricas de tinta seriam removidas da pintura para identificar camadas de verniz e diferentes pigmentos usados.

Isso não apenas remove partes da pintura, mas também ilumina a imagem geral menos do que uma varredura moderna de toda a pintura.

Esses métodos novos e aprimorados estão revolucionando o modo como as obras de arte de valor inestimável podem ser restauradas com segurança para condições quase originais e devem permanecer em constante expansão.

A partir disso, percebe-se a fundamental importância de compreender a relação essencial entre ciência e arte, estimulando o perpasse de cultura, história e legado.

Gostou dessa comparação? Comenta aqui em baixo o que você acha da relação entre ciência e arte!

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