Neurociência: Somos computadores quânticos biológicos?

por iw_azeheb 18 maio

A comparação entre seres humanos e máquinas vem de muitos anos. Desde o início dos estudos da anatomia fomos comparados a elas, afinal ambos possuem sistemas complexos que trabalham juntos para que possam funcionar corretamente e fazem uso de insumo externo para que executem plenamente suas funções, – no caso das máquinas o combustível ou a eletricidade e, no caso dos humanos a alimentação e a água – ambos têm problemas no funcionamento, etc.

É fato que as comparações feitas até recentemente eram pautadas em argumentos puramente mecânicos, mas isso está prestes a mudar com o projeto Cérebro Quântico (Quantum Brain Project).

O professor americano Matthew Fischer trabalha com sua equipe da Universidade da Califórnia para tentar descobrir em que medida nos aproximamos de computadores quânticos, máquinas extremamente complexas que se baseiam em propriedades quânticas das matérias para seu processamento.

Saiba mais!

Por dentro do projeto cérebro quântico

Foi descoberto em estudos recentes que a mecânica quântica se mostra como uma potencial fonte de informações para que posamos entender melhor como o cérebro lida com o arquivamento de informações, em especial a memória de longo prazo e a recuperação de dados que nos são importantes. Há, contudo, um problema fundamental no projeto de pesquisa de Fischer e sua equipe: quando se fala em computadores quânticos, os experimentos devem ser feitos com agentes externos como temperatura e isolamento extremamente controlados, já que qualquer alteração, por menor que seja, pode interferir nos resultados obtidos.

No caso das máquinas, a temperatura ideal é baixa e o isolamento precisa ser grande. Ao analisarmos o cérebro, percebemos uma situação oposta, já que o ambiente é quente e úmido, o que pode significar que este não seria um local adequado para que efeitos quânticos ocorram. Buscando resolver esta contradição, Matthew afirma em sua teoria que os spins no núcleo dos átomos podem ser vistos como uma exceção às regras de temperatura e isolamento.

Outros experimentos

Outras pesquisas que vão na mesma direção do projeto cérebro quântico desenvolvida nos Estados Unidos acontecem em outros países. As mitocôndrias vistas como possíveis elementos que contribuem com o aspecto quântico de nosso cérebro são, por exemplo, tema de experimentos realizados na Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, pelo professor Tobias Fromme e sua equipe. Embora algumas pesquisas demonstrem resultados favoráveis ao cérebro quântico, nenhum resultado é inquestionável e, por isso, precisamos esperar pelos próximos experimentos para sabermos seguramente se esta nova teoria se sustentará.

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